Aprender sempre!
  

O texto foi escrito Por: Thais de Oliveira

Desafios que amadurecem

"O sonho do Alexandre Gebara, um aluno com dificuldade motora, era subir em árvores, como as outras crianças. Numa escola especial, onde não se sobe em árvores, essa meta nem existiria. Aqui, desenvolveu seu potencial e hoje consegue escalá-las e se divertir com os amigos", conta Edimara lima, proprietária da prima.

Mas há outro tipo de desafio imposto a esse garotos: o de criar defesas contra as adversidades da vida real. O treino pode começar no recreio, onde eles não são poupados das brincadeiras maldosas, das gozações e das brigas comuns ao universo infantil. "A criança pode ser muito cruel, sobretudo quando está em grupo. A diferença faz surgir apelidos e fofocas. Não suportaríamos ver o Daniel, com síndrome de Down, ser chamado de retardado. No berçário com bebês normais ele passou um ano de grandes conquistas. Animados, procuramos um escola regular. E funciona", atesta Liana John, de Campinas, SP, em depoimento no livro Ninguém Vai ser Bonzinho na sociedade Inclusiva, de Cláudia Werneck, que explica o conceito de inclusão.

Todos ganham com a convivência das diferenças. Os deficientes saem fortalecidos pelo aprendizado emocional, social e intelectual. Seu colegas "normais" vencem resistências. Ao lidar com as peculariedades dos novos amigos, percebem a impropriedade de certos rótulos.

Medo sem Fundamento

Mudar a mentalidade dos pais, convencendo-os de que seus filhos saudáveis também lucram com essa troca, é tarefa mais complexa - assim como capacitar professores a atuar nas classes mistas. A escola Depsi, no rio de Janeiro, perdeu 50% dos alunos quando decidiu aceitar os diferentes. "O preconceito diminuiu, mas muitas famílias desprestigiam a escola integrada", explica Aída Pugliese, dona da Depsi.

Medo mais comum, de que os filhos tenham o aprendizado prejudicado pelo ritmo lento dos deficientes, não passa de desinformação. "A cobrança varia de acordo com as possibilidades de cada um. O nível da classe não cai por causa dos deficientes. Os potenciais máximos são trabalhados individualmente", diz a professora Leny Magalhães Mrech, da faculdade de educação da universidade de são Paulo. Yuri, 11 anos, estudou na Despi por cinco anos e seu rendimento escolar nunca foi prejudicado. "Hoje ele está num ótimo colégio, prova de que a mistura só acrescenta", conta a mãe, Shirley Falham.

Para os deficientes, outro ponto positivo da convivência é o alívio da tensão provocada por situações que poderiam se tornar dolorosa e constrangedoras. O que seria estigma vira brinquedo e elemento de integração. "Meus colegas gostam de empurrar minha cadeira de rodas e de apostar corrida comigo nela", conta Daniel Mines, aluno da 6a série da escola prima. Ele é portador de paralisia nas pernas e com os amigos, aos poucos e sem perceber, vai tomando contato com valores de primeira grandeza, como amizade e respeito.

O pq deste texto.. depois de me depara com uma crinaça portadora de Síndrome de Down sozinha ontem, em quanto outras crianças brincavam ao seu redor.. pensei que ela poderia ser minha filha...

Texto pesquisado na internet.. porfavor passe este texto e a imagem que eu coloquei para os outros fotologs.

Obrigada a todos com muito carinho e respeito a todos os pais que tem filhos especiais Silvana Maria da Silva



Escrito por De outras pessoas às 12h43
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   A MÚSICA QUE SAIU DO COMPUTADOR

Texto pesquisado na internet (feito Por Fabrício Peçanha - 31/12/99)

Com a invenção dos sintetizadores, no final dos anos 50, a música começou a ganhar os contornos de experimentação e inovação que fazem o gênero eletrônico ter fôlego para ser o som da virada do milênio.

À principio restritas a estúdios de gravação, essas máquinas evoluíram para o sistema digital com a possibilidade de serem programadas e terem ampla memória, como um microprocessador. Vinte anos separam os primeiros equipamentos de apenas um dispositivo dos digitais synclaviers, criados na década de 70. Outros vinte anos foram necessários para que a música sintética que sai dos computadores caísse no gosto da massa.

Hoje, a eletrônica, como é chamada nos EUA, é assunto de todo dia nos jornais e revistas e embala desfiles de moda, comerciais de TV e filmes. Do link de sintetizadores e samplers, que capturam qualquer tipo de som, saem os climas viajantes que são a principal características de todos os subgêneros criados até hoje - da house music ao jungle. Os DJs tornaram-se popstars, gravam seus próprios discos, e por causa deles ninguém mais dúvida que música pode ser feita sem vocal, guitarra, baixo e bateria. Para fazer musica eletrônica não é preciso sequer saber tocar um instrumento. Estão aí Ed Simons e Tom Rowlands, os Chemical Brothers, gabando-se de que nem mesmo os autores sampleados são capazes de reconhecer suas obras depois que elas passam pelas mãos da dupla.

A história conta que a house music nasceu nos EUA na segunda metade dos anos 70, quando o DJ nova-iorquino Frankie Knuckles passou a comandar as noites do clube WareHouse, em Chicago. Influenciados por ele, outros DJs passaram a misturar beats eletrônicos com todo o tipo de música negra, do blues ao hip-hop. Nessa época, o mundo já conhecia os vocais computadorizados dos pioneiros alemãs do Kraftwerk. Não deu outra, No começo dos anos 80, a novidade se espalhou rapidamente - e muitas outras misturas vão acontecer até o fim do século.

Na Europa, a popularização do Ecstasy fez a coisa acontecer na virada da última década. O techno, criado em Detroit nos anos 80, passou a ter como cenário grandes festas, as raves, em locais afastados da cidade, com pessoas viajando ao som da música e sob o efeito da nova droga.

Com a chegada do gênero ao mainstream, a polícia chega cada vez menos para acabar com a festa - ainda mais com a feliz entrada dos trabalhistas no poder britânico, que vêm mudando as coisas por lá. Hoje, eventos de música eletrônica movimentam na Europa muitos milhões de dólares e são patrocinados por grandes empresas. É o caso da festa alemã MayDay que reúne mais de 40 DJs e milhares de pessoas - como a de 30 de abril de 98. O Glastonbury, festival famoso desde à época dos hippies, também vem reservando em suas últimas edições um grande espaço para os beats eletrônicos de trance, house, jungle, trip-hop, atraindo a moçada mais animada para a festa de verão que dura três dias, perto de Londres. Há ainda um grande evento dedicado ao gênero: O Tribal Gathering, que acontece a 1h30 de Londres, by train. Este ano, 40 mil pessoas pagaram ingresso de US$ 60 para ver a apresentação da maior atração do evento, o veterano Kraftwerk.

Nos anos 90, a facilidade de acesso à tecnologia e a evolução dos instrumentos multiplicaram selos e artistas de música eletrônica, sempre com DJs como personagens principais. Entre as novas estrelas do cenário da música mundial estão os Ingleses The Prodigy, o Daft Punk e os Chemical Brothers, autores de Dig Your Own Hole, segundo a Rolling Stones, um dos 200 discos essenciais de todos os tempos. Artistas como Bono Vox, do U2, e David Bowie também se renderam às influências do gênero.

No Brasil, foi somente em 1997 que o techno deixou de ser consumido por um pequeno segmento de frequentadores de clubes para chegar ao grande público. No eixo Rio-São Paulo, as raves vêm acontecendo com freqüência mensal e várias casas noturnas e bares trocaram suas trilhas sonoras pelas batidas aceleradas. Como no resto do mundo, o movimento por aqui tende a ser muito mais que uma febre passageira.



Escrito por Silvana às 11h37
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HISTÓRICO
 12/09/2004 a 18/09/2004



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